Futebol na Terra do Nunca

13/04/2010

                Quando eu era criança, tudo tinha limite. Podia ficar na casa do Lucas até as 18 horas. Televisão até as 22 e dormir no máximo até 22.30. Quando ia sair com meus amigos, tinha que dizer que hora iria voltar antes mesmo de saber aonde iria.
                Sempre que ia fazer um trabalho, por exemplo, tinha que ser feito rapidamente, pois meu pai passaria ás 7 na portaria e ai de mim se não estivesse na porta. Esquecer de cumprir os horários combinados já fizeram com que meu pai me abandonasse sozinho no clube.

                Isso limitava não só as horas dedicadas ao trabalho em grupo, como a qualidade do trabalho em si. Nunca saberei o que aconteceria se ficasse mais alguns minutos discutindo um assunto ou montando uma apresentação. Ter um horário para acabar as coisas, mexia com o elemento surpresa. Se estivesse no cinema com meus amigos e o filme atrasasse tinha 2 opções: bronca dos pais ou perder o final do filme.
                Essas coisas podem parecer que são únicas ao universo infantil, mas o mundo adulto pode acabar sofrendo com isso. Existe em tramite, um lei que faria com que todos os jogos de futebol tivessem que terminar às 23 horas. Caso isso aconteça, os jogadores enfrentarão os mesmo problemas que enfrentei quando criança. E se o jogo estiver empatado e tiver que ir para disputa de pênaltis? Isso será feito no dia seguinte, na parte da manha? Essa ânsia que existiria de ter que encerrar o jogo às 23 horas por uma lei irá tirar a espontaneidade do futebol, sendo que é isso que o torna tão atraente. Será que os árbitros serão orientados a não expulsar nenhum jogador para não haver atraso? E os argentinos finalmente serão obrigado por lei a acabar com a tradicional cera, em jogos da libertadores, para que o jogo não passe das 23?
                Dizem que tratar crianças como adultos não é o bom. Porém a retórica também não é verdadeira? Que adulto gostaria de ser tratado como criança? Se essa lei por ventura for aprovada, irá prejudicar o espetáculo do futebol e o deixará sem graça e monótono, transformando os jogadores adultos em criança, como na história do J.M. Barrie mas com a lógica invertida. NO livro há adultos que não querem ser adultos e agora existirão adultos que não querem ser crianças mas o serão contra a própria vontade. Eles terão horário para chegar em casa e não poderão fazer nada de diferente que possa atrasar o jogo, que o faça passar das 23 horas. E isso apenas tornará o futebol em uma caixinha, em que você já sabe tudo o que tem dentro.

Propaganda

25/03/2010

Campnha muito boa da Mohallem/Artplan para o Festival de Cannes.

O “jeitinho” e o amor brasileir no Haiti

24/03/2010

O Brasil vem ajudado muito o Haiti, depois do terremoto e o estado em que o país ficou. Mas não é só com material, como os EUA, que doaram várias cadeiras de rodas para os amputados. O Brasil vem ajudando com amor, dedicação e carinho.

Percebi isso após eu ver algumas fotos que minha prima tirou no Haiti. Ela é fisioterapeuta e foi com uma equipe (que vai de médicos geral até eletricista) de um grande hospital particular.

Os EUA e os europeus podem ter acampamentos bons e equipamentos modernos e podem ter doado muito desses equipamentos para uso dos haitianos. Mas ele não tem e nunca terão a preocupação dos brasileiros. Nas fotos que eu vi havia mais do que pessoas, havia histórias.

Como a de uma mulher que não conseguia andar, devido a um problema pequeno em um dos seus pés (me perdoem, pois não sei os termos médicos corretos) que foi resolvido com alguns dias fazendo fisioterapia com a equipe brasileira. A felicidade estampada no rosto da mulher quando ela conseguir subir 2 lances de escada faz qualquer sorrir junto com ela.
Existem também histórias tristes, como a de um menino, que estava colocando a fitinha do Nosso Senhor do Bonfim e seu 1º desejo foi um pouco de comida e água. 2 coisas que temos constantemente e não nos damos conta do quanto isso faz falta para alguns.

Os médicos americanos simplesmente dão os remédios e vão embora. Já os nossos médicos incentivam os pacientes, principalmente os amputados e que estão em recuperação. Caminham com eles, conversam, fazem o exercício junto, partilham histórias e lágrimas. Partilham o amor e também a dor. Sem os brasileiros, os haitianos acabariam ficando com a frieza irritante dos nortes americanos e sua falta de preocupação.

Por isso, tenho orgulho de ser brasileiro. Os nossos médicos não estão lá só para ajudar, estão também para se envolver. Os nossos médicos tratam do tangível e também do intangível e isso algo que os americanos nunca irão descobrir como fazer. Isso é algo unicamente brasileiro.

OBS: E aonde está o jeitinho Brasileiro? De todos os acampamentos, mesmo os americanos e os europeus, qual o único que tinha luz e geladeira devido ao trabalho de um especialista em fiação elétrica? Só o acampamento brasileiro. Cortesia do eletricista que foi com a equipe e um pouco do jeitinho brasileiro.

PSV – Briefing 35

26/11/2009

Descansos de copo elaborados pra o Briefing 35 do site Porfolio Sem Vergonha (Peças  com alterações)

Guerrilha

01/11/2009

Ação feita no Peru, simples e por isso mesmo muito bom e engraçado.

Portfolio Sem Vergonha

01/11/2009

Peça que eu mandei para o site Portfolio Sem Vergonha com alterações.

Aniversário

07/10/2009

Feliz aniversário.

Hoje eu faço 15 anos.

Amigos e família se reuniram na minha casa. Todos felizes, divertindo-se, comemorando a minha existência ou a quantidade enorme de doces? Pessoas fazem aniversários todo dia, mas nas festas ninguém diz nada, os convidados só aplaudem e cantam quando o bolo aparece. Eu também, só quero o bolo e os presentes.

Sento no sofá, meus amigos passam. Para eles sou só um objeto em inércia, que ninguém se importa, até a hora do bolo, quando todos brigam para pegar o primeiro pedaço de mim. Só falaram comigo quando chegaram. Deram os parabéns e foram atrás da comida. Um tio passou a mão nos meus cabelos. Meu pai saiu para comprar algumas coisas e minha mãe está no telefone, alheia a tudo, alheia a mim.

Subo as escadas, à procura de distração. No quarto, “Os Prêmios” do Cortazar pode ser a única maneira de me ajudar. Os doces vão demorar no mínimo umas 50 páginas. “Detetives Selvagens” também me espera, mas não tenho tempo. Ao entrar, vejo um homem, sentado na minha cama, mãos na cabeça. Ele se levanta ao me ver, caminha em minha direção e bota a mão em meu ombro, como um amigo. Perdido, olho em volta do quarto e acabo caindo no espelho. Os reflexos estão invertidos. EU sou ele, ele é eu.

“Estou te esperando há 15 anos, mas você nunca vinha na hora certa”. A voz é tranqüila e serena, parecida com a minha. “Você precisa ir atrás do seu sonho. Tanta coisa pra ser feita e tão pouco tempo. Vá. Não espere a vida acabar para começar a viver”. E o homem se vai pela porta, tão subitamente quanto entrou. Eu volto pra festa. Ouço minha mãe dizer que vai pegar o bolo. Está na hora. As palmas começa, o canto também. É o real motivo da vinda de todos.

Hoje eu faço 15 anos. Já comi o bolo, vou abrir os presentes. O telefone toca.

Feliz aniversário.

Twitter

01/10/2009

O único problema do twitter……….

Outdoors

30/09/2009

Como já não é mais possível avistar outdoors na grande cidade, temos que observar o que vem de fora……

Propaganda

29/09/2009

Você já viu um gorila tocando bateria?? Você não entendeu porque no filme Se Bebe Não Casa o Mike Tyson aparece cantando Phil Collins?

As respostas para essa pergunta no filme GP de Cannes em 2008. Propaganda já clássica da  fudida agência Fallon London


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